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MIQUÉIAS: críticas aos políticos, juízes e sacerdotes corruptos e violentos; exaltação á ética da conduta individual.

MIQUÉIAS: críticas aos políticos, juízes e sacerdotes corruptos e violentos; exaltação á ética da conduta individual (Art. 22, 3.4., p. 99-104) Livro Maldição do Templo do Sacerdote – Resgate do sentido original da doutrina de Jesus

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Terça – feira, | atualiza 7 de Setembro,  2021 | 17h14 – Nazaré Paulista – SP – Portal de Notícias – Por Editor: Bp Sérgio Oliveira
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Miquéias atuou contra os líderes políticos, juízes corruptos, sacerdotes, grandes ruralistas e falsos profetas, o templo-edifício e o culto. Mas, exaltou a ética da responsabilidade, na conduta individual voltada para a fraternidade e a justiça social. É impressionante o fato das críticas desfechadas por Miquéias se adequarem, plenamente, ao mundo pós-moderno, sobretudo com referência às elites brasileira portuga-descendentes, seus aliados eugenistas e as lideranças esquerdistas traidoras dos trabalhadores e estudantes pobres.

   Miquéias era natural de Moreshet Gath, situada ao sudeste de Jerusalém, numa região montanhosa de Judá. Seu ministério pode ser datado, provavelmente, no período de 725, até algum tempo antes de “711 A.C”. (início da queda do Reino de Israel, cuja tomada da capital Sumária pelos assírios ocorreu em 701 A.C.). Fohrer esclarece acerca de Miquéias: “Ele era, provavelmente, um camponês independente, bem familiarizado com os abusos que se originavam na capital, provavelmente sofrendo ele mesmo a influência deles”. Miquéias não suportava o sistema que articulava toda a imundície elitista no poder: sacerdotespolíticosjuízesgrandes latifundiários e os falsos profetas. Vejamos Miquéias focalizando o modo violento e corrupto de exploração econômica exercida sobre os trabalhadores, pelos líderes políticos, os líderes “econômicos” (os “grandes”), os ideólogos (falsos profetas) e os juízes excepcionalmente corruptos, injustos e gananciosos:
 

   “E eu digo: Ouvi, pois, chefes de Jacó e magistrados da casa de Israel! Por acaso não cabe a vós conhecer o direito, a vós que odiais o bem e amais o mal, (que lhe arrancai a pele, e a carne de seus ossos)? Aqueles que comeram a carne de meu povo arrancaram-lhe a pele, quebraram-lhe os ossos, cortaram-no como carne na panela e como vianda dentro do caldeirão”. (Miq 3: 1-3);

   “Desapareceram os homens piedosos da terra, não há quem seja íntegro entre os homens. Todos andam à espreita para derramar sangue, cada um arma laço ao seu irmão. Suas mãos estão prontas para o mal: o príncipe exige (um presente), o juiz cobra as suas sentenças, o grande manifesta abertamente sua cobiça. Tramam (suas intrigas). O melhor entre eles é como um silvedo, o mais íntegro como uma sebe de espinhos (os grifo em negrito são nossos)”. (Miq 7: 2-4);

   “Ouvi isto, chefes da casa de Jacó, príncipes da casa de Israel, que tendes horror à justiça, e torceis tudo o que é reto, que edificais Sião com sangue e Jerusalém com o preço da iniquidade. Seus chefes exercem o juízo por gratificação, seus sacerdotes só ensinam mediante salário, seus profetas vaticinam a preço de dinheiro, e ainda ousam apoiar-se no Senhor, dizendo: ‘Não é verdade que o Senhor está no meio de nós? A desgraça não nos atingirá! (os grifos em negrito são nossos)”. (Miq 3, 9-11);

     “Assim disse Iahweh aos profetas que desencaminham o meu povo, que anunciam a paz quando têm algo para mastigar, e declaram a guerra, a quem não lhes põe nada na boca”. (Miq 3, 5)

     
   No trecho imediatamente subsequente àquele acima citado, Miquéias mostra sua aversão ao templo-edifício, e aponta como exemplo o templo de Jerusalém:

     
   “Pois bem! Por vossa causa Sião será como um campo lavrado, Jerusalém será um montão de escombros, e a colina do templo um morro cheio de mato” (o grifo é nosso). (Miq 3, 12).

   Quando um pequeno agricultor falecia ou falia e deixava, num ou noutro destes casos, dívidas, a esposa e seus filhos tendias a perder a terra e a se transformarem em escravos por dívida. Os agiotas e/ou os grandes latifundiárias eram os beneficiários. Miquéias se deparava com esse quadro de injustiças e ficava indignado, conforme Fohrer esclarece: “Mediante sua experiência pessoal, conhecia os abusos que atacava especialmente a anulação, na inaugurada Jerusalém, das antigas leis agrárias em favor dos grandes latifundiários. A violência incomum e a mordacidade de seus ataques e ameaças são explicadas pela sua compaixão pelo sofrimento dos camponeses e seu desprezo pelos profetas profissionais, que adulavam os ricos para tirar vantagem”. Nesse sentido, Miquéias exclamava:

   “Ai dos maquinadores de iniquidade, dos que tramam o mal nos seus leitos, e o executam logo ao amanhecer do dia, porque têm o poder na mão! Cobiçam as terras e apoderam-se delas, cobiçam as casas e roubam-nas; fazem violência ao homem e à sua família, ao dono e à sua herança (…). Expulsais as mulheres de meu povo dos seus estimados lares; tirais para sempre de seus filhos a honra que lhes dei”. (Miq 2, 1-2, 9).


   Vimos que Miquéias não considerava o templo edifício importante para a justiça de Deus. Bem ao contrário disto, esse grande profeta individual transmitira um oráculo de Iahweh, no qual este prometera destruir o templo edifício e transformar em matagal o lugar de construção deste antro sacerdotal. Miquéias mostrou que essa enorme aversão de Deus contra o templo-edifício decorria, por um lado, da conduta individual de natureza corrupta, odiosa e violenta dos indivíduos que integravam os segmentos dominantes da sociedade judaica: chefes, magistrados, príncipes, juízes, os grandes, sacerdotes e falsos profetas. Mas também do povo que se deixava induzir e seguia a nata da podridão. E, por outro lado, tal aversão decorria do fato dos sacerdotes exaltarem, indevida e desonestamente, o templo-edifício como algo de muita importância para Deus e para o indivíduo contatar com esta Divindade, através dos cultos (holocaustos, louvores, etc.). Em contraposição à exaltação feita pelos sacerdotes em favor do templo-edifício e do culto, Miquéias proclamou o oráculo de Deus, no qual este exalta como conveniente e recomenda, energicamente, ao povo em geral a ética da responsabilidade individual. Ética esta voltada para a escolha e necessária prática da conduta individual de fraternidade, de justiça social e de humildade. Nesta direção, vejamos o referido oráculo do Senhor:

   “Com que me apresentarei diante do Senhor, e me apresentarei diante do Deus soberano? Irei á sua presença com holocaustos e novilhos de um ano? Agradar-se-á, por ventura, o Senhor com milhares de carneiros, ou com milhões de torrentes de óleo? Sacrificar-lhe-ei pela minha maldade o meu primogênito, o fruto de minhas entranhas por meus próprios pecados? Já te foi dito, ó homem, o que me convém, o que o Senhor reclame de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, que Andes com humildade diante do teu Deus”. (Miq, 6, 6-8).

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