A lei reflete os valores da sociedade ou a sociedade é o reflexo de suas leis e a Síndrome dos Biscoitos Tostines

A lei reflete os valores da sociedade ou a sociedade é o reflexo de suas leis e a Síndrome dos Biscoitos Tostines

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  • Eustáquio Rodrigues Filho
  • 27 Fev 2018 – 08:00
  • segunda – feira. Atualiza 03|08|2020 / 13h15
  • Nazaré Paulista-SP
  • Por Editor: Bp Sérgio Oliveira

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Recentemente estive em um país que é símbolo do lugar que “dá certo”. Dá certo economicamente, politicamente e socialmente – dentro das limitações do ser humano, claro. Fiquei na dúvida se esse país deu certo porque sempre teve leis duras e impessoais ou se, pelo fato de ter leis duras e impessoais é que deu certo.

Dirigi um carro pelo país e rodei por alguns de seus estados. Pude perceber, em todos eles, o respeito pelas leis de trânsito e pela vida. Andar na velocidade de acordo com a via (algumas vezes andar acima do limite máximo é um costume, porém dentro de uma razoabilidade impressionante), parar no farol, diminuir a velocidade em locais com crianças, ciclistas e pedestres, ser gentil com outro motorista, faz parte da vida dos cidadãos não porque eles são altruístas ou mais evoluídos, mas porque as leis para quem comete infrações são duras e levam para prisão. Qualquer brasileiro “cachorro louco” aqui dirige pia ninho lá. Respeita tudo. Quando volta, desaprende tudo. Porque as leis aqui são frágeis.


É muito fácil comprar um carro ou qualquer outro bem durável por lá. Não precisa comprovar renda, tampouco se trabalha. Basta ir escolher o produto – um carro, por exemplo -, assinar o contrato e sair com ele. Não precisa “aprovar cadastro”, reconhecer firma de nada e nem dar “referência”. Se você não conseguir pagar, devolve-se o bem durável. Se você não pagar e não devolver o bem, você é preso, afinal isso é furto. Simples assim. Aqui todo mundo conhece a burocracia e a desconfiança para se comprar um carro. Porque se houver fraude, não acontece nada. Porque aqui as leis são frágeis.

É muito fácil se candidatar a qualquer cargo elegível por lá. Não precisa de partido político. Você fica bem próximo do seu eleitor e é constantemente cobrado por ele. Qualquer deslize um pouco mais grave em sua administração e você está fora do cargo. Sem burocracia. Sem juiz eleitoral, sem TRE, sem TSE, sem STF. Se você for pego desviando recursos, roubando, se aproveitando do cargo, você perde o mandato e é preso. Da prisão você faz sua defesa. Simples assim. Aqui você é filmado recebendo propina, gravado com malas de dinheiro e nada acontece. Porque aqui as leis são frágeis.

É muito tranquilo arrumar um emprego lá. Há muitas ofertas para diversos tipos de trabalho. Basta querer trabalhar e sempre haverá um emprego para você. Os contratos geralmente são verbais (poucos são formalizados), pois o que mais vale é a palavra do cidadão. Se o cidadão trabalha, recebe por hora. Se não trabalha, não recebe as horas não trabalhadas. Se trabalhar e não recebe, basta uma testemunha. Daí o patrão ou paga ou vai para cadeia. Se a testemunha mentir, vão ela e o trabalhador para cadeia. Simples assim. Não precisa de processo trabalhista, nem TRT, nem TST, nem STF para resolver isso. Aqui, a palavra não vale nada. Porque as leis são frágeis.

A vida por lá não é perfeita, pois o ser humano não é perfeito. Há suas contradições, problemas e desvios. Mas para cada problema, há sempre uma solução pronta ou em andamento. Para cada desvio, há uma punição pronta ou a caminho. O detalhe está no fato de que a sociedade e suas leis, ou suas leis e sociedade, funcionam. Continua no próximo artigo.

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